
Não me faça implorar por um pouco do seu amor, não me faça esquecer de mim mesma. Não queira que eu seja submissa, não me peça para mergulhar nas suas mentiras, pois eu vou mergulhar. E como sempre, vou me afogar, e ao perder o ar vou me agarrar em seus braços, e deixar que me leve cada vez mais para o fundo, pois já me acostumei com o risco, com a inocência de acreditar. Já me acostumei com a ilusão, pois já aprendi a andar no escuro. Já me acostumei com as batidas fortes do meu coração tentando ouvir a razão, mas nunca conseguindo. E agora, eu nem ouço mais os gritos angustiados que ele me faz, sempre pedindo para me manter longe dessa decadência. Não posso atender seus pedidos, porque algo me faz correr atrás de uma coisa que nem sei ao certo o que pode ser, e que mesmo sentindo e sabendo que não me fará bem, não consigo deixar esse tal sentimento simplesmente sair pelas portas dos fundos. E nem consigo fugir, pois a angustia que me toma é maior. A saudade que me persegue é mais forte. Você pode até me perguntar: “saudades de quê?” E eu vou te responder em um tom um tanto quanto impulsivo: “saudades do que deveria ter sido, e não foi. Saudades do futuro que havia idealizado. Saudades do passado que ainda não terminou para mim.
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