quarta-feira, 9 de maio de 2012
Olho o celular pelo que parece ser a milionésima vez. Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. No meu plano de fundo aparece uma foto sua. No meu celular,toca a nossa musica preferida. Na tv passa seu programa favorito. No chão estão espalhadas as diversas cartas que eu escrevi para você e não tive coragem de mandar. 58, pra ser mais exata. Você não dá nenhuma notícia fazem semanas… Meses. Provavelmente nem lembra de mim, de como tudo era antes… E do quanto eu me preocupo contigo por causa desse teu jeito desleixado e despreocupado de ser. Esse jeito que me conquistou… Que me fez tua. Olho novamente… Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação. Eu mesma poderia te mandar alguma, ou te ligar dizendo que senti sua falta… Ou que queria ouvir tua voz. Mas meu orgulho me impede de fazer isso. E o teu também. Então, afinal, o nosso juramento de “até que a morte nos separe” não valeu de nada. “Até que o orgulho nos separe” teria sido algo mais próprio, não acha? Assim você não precisaria ainda fingir se importar… Ah é, mas nem isso você faz. Quando fazia, eu não acreditava. Sabia que era mentira… Sabia que você não sentia porra nenhuma. Mas ainda assim, continuava me importando. Como uma idiota, olho o celular novamente… Nenhuma mensagem, nenhuma ligação. Algumas vezes eu acho que deveria te odiar, sabe? Pelos seus defeitos, pela sua idiotice, pelos nossos fracassos, por você me deixar assim… Mas eu não consigo. Até seus erros me deixam ainda mais sua. Cada vez mais sua… E infelizmente, sempre sua. Eu digo pra mim mesma: você vai esquecer ele, vai encontrar alguém melhor… Odeie ele, garota. Mas me explica como eu posso odiar alguém que me ensinou o que é amar… E ao mesmo tempo, o que é sofrer. Eu posso te amar mais, a cada minuto, a cada segundo… Mas te odiar parece se impossível. Posso até continuar te amando… Mas sei que nunca vou ser tua novamente. Por escolha de ambos. Eu e você. Sei que um dia vou te esquecer… Ou não. Mesmo com todo seu desprezo, você ainda tem toda minha preferencia. Mesmo alegando que não vou mais correr atrás, continuo fazendo o mesmo. Ainda que eu diga que não quero ter mais notícias suas, isso é o que eu mais desejo. Percebo isso ao olhar o celular e ver o mesmo de sempre. Nenhuma mensagem. Nenhuma ligação.
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